
Estrelas do novo ambiente de consumo criado no país, a partir da oferta de crédito mais generosa nos últimos cinco anos, as classes C/D estão em estado de alerta com os cenários desenhados pela crise econômica global. A constatação vem da pesquisa "Retrato da crise, as classes C/D em estado de alerta", coordenada pela McCann Erickson no Brasil, Panamá, México, Honduras, Costa Rica e Colômbia.
Foram ouvidas, no último mês de outubro, pelo instituto Data Popular 1.720 pessoas nesses países, das quais 618 entrevistas foram realizadas no Brasil nas regiões Sul, Sudeste e Nordeste. Sob a supervisão do executivo Aloisio Pinto, vice-presidente de planejamento da agência, o trabalho analisou por telefone o perfil de famílias no País com rendas médias mensais variáveis de R$ 607 a R$ 1.213 (classe D) e R$ 1.214 à R$ 3.033 (classe C), equivalente a 54% da população brasileira e 45% dos ganhos desses núcleos de consumo.
O estudo observa que mais de 70% dos consumidores das classes C/D planejam "migrar de ponto-de-venda, banir produtos e usá-los menos vezes". Os deslocamentos de casa para os PDVs, em busca de preços menores, deixarão de ser praticados por 60% dos entrevistados. O lazer, vaidade e as chamadas tentações como vestuário, uso de cartão de crédito e celular serão cortados por mais de 50%.
"As tentações estão na marca do pênalti", sintetizou Aloisio Pinto. "O que sinaliza novos hábitos? O consumidor emergente da era do acesso ao crédito fácil será substituído por um comprador C/D muito criterioso, conscientizado e que precisa se sentir muito bem antes de realizar uma compra", prosseguiu Pinto, lembrando que a "avant première" dos novos hábitos que vão surgir com a crise econômica global será o Natal. "O Natal dessa crise tem festa e mais lembranças do que presentes, férias melhor pensadas e muita renegociação. Os números mostram que 63% das pessoas mudarão sua forma de presentear e 55% vão reinventar seu descanso. Passada a euforia, ficam as contas: para 80% replanejar as dívidas está na pauta. Resumindo, a surpresa desse Natal pode chegar em janeiro".
As soluções, para 80% das respostas, passam por embalagens econômicas, menor preço e informação para não errar na compra. Para Aloisio Pinto, isso significa que a publicidade deve levar em consideração aspectos mais relacionados aos benefícios dos produtos, serviços e marcas do que enfatizar preço. "O pessoal deve saber que com um Omo mais barato garante uma Coca-Cola", comparou. "Em resumo destaco que mais do que crise, existe uma expectativa de crise; novos hábitos estão sendo definidos a partir dessa expectativa; 2009 será, portanto, um ano para revisitar posturas e atitudes; as classes C/D começaram esse processo; vão sair dele como um segmento mais maduro e sofisticado; e as empresas, assim como a comunicação, deverão se adaptar a isso", enumerou.
O humor da crise revela que 85% da população C/D acredita que "a vida está regular para boa", 58% têm o sentimento de estabilidade, 80% consideram que o País está igual para pior e 74% vêem o futuro com otimismo. As questões propostas pelos pesquisadores até então não faziam referência à crise. Porém, quando o questionamento quis saber o sentimento em relação à crise econômica internacional, 75% revelaram que estão muito preocupados com o cenário. Para 90% o Brasil vai ser afetado. Mas os brasileiros acreditam que os efeitos durarão cerca de seis meses, enquanto nos demais países pesquisados o prazo se estende para dois anos. O estudo aponta que 88% das classes C/D têm certeza de que suas famílias não passarão incólumes à crise, nesse caso com temor de redução de consumo na ordem de 36% e de desemprego em 26%.
"Para quem a família será muito afetada, a expectativa de aumento dos preços reforça o sentimento de que perderão seu poder de compra", explicou Aloisio Pinto. "Mesmo entre os que consideram que sua família nada sofrerá com a crise, pensa-se que o desemprego trará o perigo de deixar o nome sujo na praça", ele acrescentou, enfatizando que 24% das menções de "nada sofrerão com a crise" têm a ver "com a falta de capacidade de honrar contas e dívidas".
A pesquisa "Retrato da crise" também revela que 63% das mulheres estão "muito preocupadas" com o cenário econômico global contra 49% da ala masculina. Para 40% das mulheres a crise será "forte no seio da família". O olhar feminino sobre o momento revela três perfis: os "Deus nos acuda" (os mais alarmados), os "Eu me viro" (que acreditam que no País do jeitinho tudo pode dar certo), e "Os sussa" (não estão nem aí para o que está acontecendo). Para 75% das mulheres, "reduzir e controlar custos" é prioridade. Outras ações profiláticas são: diminuir endividamento, conseguir segundo emprego e adiar realização de compras planejadas.
Foram ouvidas, no último mês de outubro, pelo instituto Data Popular 1.720 pessoas nesses países, das quais 618 entrevistas foram realizadas no Brasil nas regiões Sul, Sudeste e Nordeste. Sob a supervisão do executivo Aloisio Pinto, vice-presidente de planejamento da agência, o trabalho analisou por telefone o perfil de famílias no País com rendas médias mensais variáveis de R$ 607 a R$ 1.213 (classe D) e R$ 1.214 à R$ 3.033 (classe C), equivalente a 54% da população brasileira e 45% dos ganhos desses núcleos de consumo.
O estudo observa que mais de 70% dos consumidores das classes C/D planejam "migrar de ponto-de-venda, banir produtos e usá-los menos vezes". Os deslocamentos de casa para os PDVs, em busca de preços menores, deixarão de ser praticados por 60% dos entrevistados. O lazer, vaidade e as chamadas tentações como vestuário, uso de cartão de crédito e celular serão cortados por mais de 50%.
"As tentações estão na marca do pênalti", sintetizou Aloisio Pinto. "O que sinaliza novos hábitos? O consumidor emergente da era do acesso ao crédito fácil será substituído por um comprador C/D muito criterioso, conscientizado e que precisa se sentir muito bem antes de realizar uma compra", prosseguiu Pinto, lembrando que a "avant première" dos novos hábitos que vão surgir com a crise econômica global será o Natal. "O Natal dessa crise tem festa e mais lembranças do que presentes, férias melhor pensadas e muita renegociação. Os números mostram que 63% das pessoas mudarão sua forma de presentear e 55% vão reinventar seu descanso. Passada a euforia, ficam as contas: para 80% replanejar as dívidas está na pauta. Resumindo, a surpresa desse Natal pode chegar em janeiro".
As soluções, para 80% das respostas, passam por embalagens econômicas, menor preço e informação para não errar na compra. Para Aloisio Pinto, isso significa que a publicidade deve levar em consideração aspectos mais relacionados aos benefícios dos produtos, serviços e marcas do que enfatizar preço. "O pessoal deve saber que com um Omo mais barato garante uma Coca-Cola", comparou. "Em resumo destaco que mais do que crise, existe uma expectativa de crise; novos hábitos estão sendo definidos a partir dessa expectativa; 2009 será, portanto, um ano para revisitar posturas e atitudes; as classes C/D começaram esse processo; vão sair dele como um segmento mais maduro e sofisticado; e as empresas, assim como a comunicação, deverão se adaptar a isso", enumerou.
O humor da crise revela que 85% da população C/D acredita que "a vida está regular para boa", 58% têm o sentimento de estabilidade, 80% consideram que o País está igual para pior e 74% vêem o futuro com otimismo. As questões propostas pelos pesquisadores até então não faziam referência à crise. Porém, quando o questionamento quis saber o sentimento em relação à crise econômica internacional, 75% revelaram que estão muito preocupados com o cenário. Para 90% o Brasil vai ser afetado. Mas os brasileiros acreditam que os efeitos durarão cerca de seis meses, enquanto nos demais países pesquisados o prazo se estende para dois anos. O estudo aponta que 88% das classes C/D têm certeza de que suas famílias não passarão incólumes à crise, nesse caso com temor de redução de consumo na ordem de 36% e de desemprego em 26%.
"Para quem a família será muito afetada, a expectativa de aumento dos preços reforça o sentimento de que perderão seu poder de compra", explicou Aloisio Pinto. "Mesmo entre os que consideram que sua família nada sofrerá com a crise, pensa-se que o desemprego trará o perigo de deixar o nome sujo na praça", ele acrescentou, enfatizando que 24% das menções de "nada sofrerão com a crise" têm a ver "com a falta de capacidade de honrar contas e dívidas".
A pesquisa "Retrato da crise" também revela que 63% das mulheres estão "muito preocupadas" com o cenário econômico global contra 49% da ala masculina. Para 40% das mulheres a crise será "forte no seio da família". O olhar feminino sobre o momento revela três perfis: os "Deus nos acuda" (os mais alarmados), os "Eu me viro" (que acreditam que no País do jeitinho tudo pode dar certo), e "Os sussa" (não estão nem aí para o que está acontecendo). Para 75% das mulheres, "reduzir e controlar custos" é prioridade. Outras ações profiláticas são: diminuir endividamento, conseguir segundo emprego e adiar realização de compras planejadas.
Fonte: Propmark
19/11/2008
19/11/2008


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