quinta-feira, 16 de outubro de 2008

Inovação não é brainstorming

Consultor explica a importância na mudança de comportamento de gestores e do RH para incentivar a criatividade de profissionais talentosos. A inovação não está relacionada simplesmente a um permanente brainstorming (técnica de dinâmica de grupo).

Pelo contrário, “deve-se conscientizar pessoas de que podem e devem ajudar a olhar a empresa, seus processos e produtos, com olhos criativos e livres”, afirma Luis Felipe Cortoni, sócio-diretor da LCZ Desenvolvimento de Pessoas e Organizações.

Segundo os especialistas em criatividade, é melhor incentivar as “sinapses livres” que possam produzir idéias factíveis. É muito mais uma postura, uma prontidão para criar e ajudar a empresa a se desenvolver, do que simplesmente liberar a imaginação criativa das pessoas. Passa-se, portanto, do campo da tecnologia para o da utilização do potencial humano no trabalho.“Para proporcionar um ambiente de sinapses livres, as empresas precisam investir nas pessoas e nas suas relações internas”, explica Cortoni.

“O clima aberto onde todos possam contribuir com criatividade e comprometimento com os resultados”, completa. Mas como ser criativo trabalhando, em média, 12 horas por dia? Em situações de estresse, pressão por resultados, contenção drástica de custos, mudanças contínuas, entre outras, certamente, os profissionais não produzem idéias diferenciadas.

Os gestores e as áreas de Recursos Humanos das instituições são fundamentais para inverter a situação. Os gestores devem reconhecer e incentivar os talentos. Enquanto que o RH: “desempenha um papel estratégico para apoiar a empresa e gestores no desenvolvimento da competência e da consciência para a inovação. Incentivando um ambiente de trabalho mais favorável à manifestação humana”, finaliza Cortoni.


Fonte: Portal HSM On-line
16/10/2008

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